sábado, maio 13, 2006

Pichelingues e almocreves-das-petas

Valeu a pena passar esta tarde cinco horas frente à televisão, pois a espectacular final da Taça de Inglaterra em futebol e o filme Os Diários de Che Guevara tiveram o condão de amenizar uma indisposição que vinha desde as primeiras horas do dia e que não era decerto alheia a notícias relacionadas com Marco de Canaveses.
Como é possível que este município tenha uma astronómica dívida de 71 milhões de euros (14 milhões de contos), herdada do executivo presidido por Avelino Ferreira Torres?
Onde terá sido gasto tanto dinheiro?
Quantas pessoas estarão implicadas neste autêntico saque aos cofres do Estado, praticado num concelho em que, não obstante estes gastos extraordinários, apenas 17 % da população beneficia de saneamento básico e 24 % de rede pública de água?
Soube-se há tempos que um município do Sul do País - Ourique - tem também uma dívida descomunal, herdada dos executivos presididos por Raul dos Santos, ao que julgo saber hoje deputado da nação eleito pelo PSD.
Não haverá forma de levar estes senhores à barra dos tribunais e castigá-los devidamente?
Por muito menos está muita gente presa.

O actual presidente da Câmara do Marco já veio dizer que assim não será possível cumprir muitos dos cumpromissos - leia-se promessas - assumidos durante a campanha eleitoral.
Escusado será perguntar qual a razão que o levou a fazer promessas, pois esse é um hábito enraizado na maior parte dos políticos, desde os que se candidatam a uma simples junta de freguesia até ao chefe do Governo. Não olham a meios para atingir os fins.
Defendo que todos os que se apresentam com determinado programa e depois o não cumprem devem ser pura e simplesmente demitidos, pois, para além de achar de uma grande leviandade virem, depois de eleitos, invocar o desconhecimento(?) da situação económica dos organismos a que se candidataram, a verdade é que foram eleitos com base numa grande pantominice.

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