quinta-feira, março 09, 2006

FUTEBOL E AFECTOS

É grande o entusiasmo pelo êxito que o Benfica alcançou ontem em Inglaterra.
Adepto de futebol, foi com prazer que assisti ao jogo do Benfica com o Liverpool e, sem nacionalismos bacocos, também gostei da sua vitória. Porém, não é dessa vitória que pretendo falar.
Para mim, esta jornada das competições europeias teve a grande virtude de mostrar duas situações que me alegraram - que me comoveram, até - e que me levam a dizer que a grande vitória de ontem foi da equipa dos afectos.
Se não, vejamos:
Aquando do 2.º golo do Benfica, o italiano Miccoli (na foto), seu autor, saiu do relvado e dirigiu-se, a correr, ao sector onde se encontravam os adeptos do Benfica, nitidamente à procura de alguma pessoa; finalmente, parou, estendeu o braço e dedicou o golo a alguém; esse alguém era o seu pai, que em Lisboa havia dito que o filho entraria na 2.ª parte e que marcaria.
Para tão acertada premonição, que melhor homenagem? Caiu-me no goto.
A outra situação ocorreu com um jogador brasileiro do qual não sei o nome. Penso que pertence à equipa francesa do Lyon. Marcador de um golo, o jogador escusou-se, primeiramente, da companhia dos colegas, isolou-se, meteu a mão nos calções e retirou de lá uma chucha (digo bem, UMA CHUCHA), pô-la na boca e então, sim, foi comemorar com os colegas o golo, não deixando de fazer a coreografia a que os jogadores já nos habituaram.
É também por estas que continuo a dizer que sou um céptico/optimista; pois se num dia digo que no futebol só vejo mercantilismo e outros interesses obscuros, noutro assisto a estas situações...
Posted by Picasa

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