domingo, fevereiro 19, 2006

PROCESSO CASA PIA. LEMBRAM-SE?


Para além desta análise de José Bandeira, o DN publica, sobre o mesmo tema, uma crónica de Nuno Brederode Santos.
Entende este, a propósito da invasão das instalações do jornal 24 Horas, que "existe um mal-entendido entre o Procurador-Geral da República e o País", já que
"o PGR, desde as portas de Belém e da comissão parlamentar até agora, tem partilhado o entendimento de que o que importa apurar é como é que um ou mais jornalistas tiveram acesso às referidas listas".
Continuando a citar:
"Eis, pois, o crime a apurar: quem fabricou o punhal com o qual matei meu pai?"
Brederode tem pouca curiosidade no que toca ao mistério que parece apaixonar a PGR. A sua curiosidade é também a minha:
"Houve ou não negligência ou incompetência em manter nos autos desonerados e abertos elementos de informação confidencial? E não essa outra: quem foi o patriótico delinquente que pôs a nu essas hipotéticas negligência e incompetência?"
Diz-nos ainda Brederode Santos:
"Claro que a interpretação que a PGR faz de qual é a matéria em investigação tem inegáveis vantagens. A começar pelo facto de que seja qual for a resposta que se vai apurar, nada a salpicará com quaisquer culpas funcionais. E a culminar na circunstância de o normal decurso do inquérito judicial agora ordenado apontar para além do termo de alguns mandatos em curso. Porque, ao contrário do que normalmente se pensa, há circunstâncias em que cortar a cabeça ao mensageiro resolve mesmo o problema da mensagem."
Para além destes considerados, há algo que me intriga: não foi o advogado Ricardo Sá Fernandes que disse que também é portador de uma lista das chamadas?
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