sexta-feira, janeiro 13, 2006

NA MORTE DO HOQUISTA FERNANDO ADRIÃO

Fui um adepto fervoroso do hóquei em patins. Torcia pelo Paço d'Arcos e bastas vezes vi o melhor jogador do mundo, António Livramento, actuar, a maior parte delas aqui em Paço d'Arcos.
Quanto ao agora desaparecido Fernando Adrião, poucos vezes o vi actuar, mas não esqueço as noites de alegria que me deu, quando, com os ouvidos encostados ao rádio, escutava os relatos da selecção de Portugal.
Por isso, ao ler o artigo que Alexandre Pais publica hoje no Record, mais não posso fazer do que o transcrever, porque sinto de igual forma o desaparecimento de um ídolo da minha juventude:
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"Quando morrer, já não morro inteiro.
Sempre que vejo desaparecer uma das minhas referências, não só sinto mais perto o dia da partida, como fico também sem um bocado de mim.
Fernando Adrião fez parte de uma época importante da minha vida, aquela em que, havendo pouco Portugal para nos dar, alguém empunhava, com um sorriso, a bandeira do nosso orgulho tão ferido - afinal éramos capazes.
Hoquista fantástico, menos virtuoso do que António Livramento, mas mais completo e não menos fabuloso, Adrião, campeão do mundo, partiu. Não está certo.
Como a arte, os artistas deviam ser eternos." (Sublinhado meu.)

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