domingo, janeiro 29, 2006

MERCADO/CONCORRÊNCIA/AUDIÊNCIAS


A cobertura, mais uma vez até à exaustão, que as rádios e as televisões fizeram (estão a fazer) do jogo de futebol entre o Benfica e o Sporting (um destes dias ainda nos vêm dizer a que horas, minutos e segundos os "meninos guerreiros" futebolistas vão fazer chichi..) fez-me recordar mais uma vez o que o amigo Ribeiro, confrontado com a abertura do telejornal tendo como tema o futebol, costumava dizer há uns anos: Ainda bem que a primeira notícia é sobre futebol; é sinal de que felizmente não houve nenhum problema, que está tudo bem.
Os anos passaram, os canais televisivos e as rádios foram abertos à iniciativa privada e eu, que achei muito bem e que pensei ser a concorrência um factor que traria muito mais qualidade, o que constato cada vez mais é que se balizou quase tudo por muito baixo, muito por culpa daquilo em que o futebol se tornou: um negócio em que estão em causa milhões e de que muitos poderosos se servem para os mais variados fins, a maior parte das vezes não muito claros, ultrapassando tudo e todos e passando a ser prioritário sobre tudo o mais, por maior que tenha sido o cataclismo ocorrido.
Hoje, até a televisão e a rádio públicas, que, recordo, são alimentadas com os nossos impostos e com as taxas que nos obrigam a pagar, entraram no jogo e nalguns casos conseguem superar tudo o que é imaginável em tempo e espaço dedicados ao desporto - melhor, ao futebol - , ultrapassando até as rádios e as televisões privadas.

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