terça-feira, janeiro 31, 2006

E AGORA?

"Não foram as pessoas que perderam o interessse pela política. Foi a política - a actividade política - que perdeu o interesse nas pessoas."
Inês Serra Lopes, no Independente

Concordo com a análise; o mesmo venho dizendo há muito tempo. Não li o artigo - sirvo-me apenas da citação no DN - e portanto não sei as saídas que Inês Serra Lopes preconiza, se é que preconiza. Por mim, venho defendendo que há duas medidas que talvez possam modificar este estado de coisas. 1) Os políticos que são eleitos com base em determinado programa, que fazem promessas a rodos e que depois não cumprem, deveriam ser chamados pelo PR e ser intimados a cumprir o programa no mais curto espaço de tempo; se o não fizessem, o Governo seria demitido; 2) Os governos só poderiam ser formados desde que a percentagem de votantes não fosse inferior ao número de abstenções; mas nunca com o estratagema do voto obrigatório.
Para além disto, como bem preconiza o Abrangente Evaristo num seu post do passado dia 27 "Os dados sobre a execução do Orçamento [...]", os autarcas devem ser responsabilizados pela gestão dos dinheiros públicos e devem ser julgados como qualquer gestor, a propósito das dívidas da Câmara de Ourique - encontra-se à beira da falência, com débitos que podem ultrapassar os 20 milhões de euros - contraídas pelo executivo de Raul dos Santos, hoje deputado da Nação.
Enquanto não se puserem em prática medidas deste tipo, estou convencido de que o interesse das pessoas pela política não se irá verificar.
Interrogo-me se os políticos - na sua grande maioria - estão preocupados ou se, pelo contrário, o seu interesse é de que tudo continue como está...

1 Comments:

At 19:38, Blogger Evaristo said...

Ainda bem que o David voltou a postar. Obrigado pela citação, e por se ter apercebido da responsabilidade que as autarquias têm no peso do OE.

 

Enviar um comentário

Links to this post:

Criar uma hiperligação

<< Home