sábado, dezembro 03, 2005

PASSEANDO PELAS RAÍZES

FIGUEIRÓ DOS VINHOS
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Localizado na zona Centro do País, o concelho de Figueiró dos Vinhos situa-se na província da Beira Litoral e depende administrativamente do distrito de Leiria. Fundado por D. Pedro Afonso, recebeu foral em 1174, tendo-lhe sido concedido novo foral em 1514, pelo rei D. Manuel, numa altura em que o concelho atingiu grande prosperidade.
Da sua história, destaque para as Revoluções Liberais, que permitiram que a burguesia adquirisse as grandes propriedades, tendo o clero e a nobreza perdido o seu estatuto.
A economia de Figueiró dos Vinhos continua assente essencialmente no sector primário, existindo cerca de 500 explorações agrícolas. O concelho integra a Região Demarcada do «Mel Serra da Lousã», produto classificado como DOP. O sector secundário é constituído por zonas industriais de construção recente.
Conhecido por «Sintra do Norte», Figueiró dos Vinhos foi uma reconhecida estância turística durante a década de 1930, devido à sua grande beleza natural, onde se encontram ribeiras, barragens, albufeiras, praias fluviais, jardins e paisagens idílicas.
Devido a esta riqueza paisagística, o pintor José Malhoa, nascido nas Caldas da Rainha em 1822, decidiu aqui radicar-se em 1883, onde veio a falecer, vítima de pneumonia, em 1933. Ainda hoje pode ser admirado na igreja matriz o quadro da capela-mor «O Baptismo de Cristo», que Malhoa pintou e ofereceu à vila de Figueiró.
Com pouco mais de 7000 habitantes (censo de 2001), Figueiró dos Vinhos tem uma extensão de 171,95 km2 e é constituído por cinco freguesias.
As acessibilidades a Figueiró dos Vinhos incluem o IC8 e o IC3, que permitem a ligação à A1 e à A23.
A cerca de 200 quilómetros de Oeiras, está hoje extraordinariamente bem servido e equipado de tudo o que se pode considerar necessário para ter uma boa qualidade de vida, desde piscinas, pavilhões desportivos, biblioteca municipal (óptima), mercado municipal (duas vezes por semana), até um heliporto, um parque de campismo (numa zona extraordinariamente bela - junção dos rios Alge e Zêzere) e campo de ténis e centro hípico.
Com todas estas condições tem no entanto Figueiró dos Vinhos um problema que é comum a muitas terras do interior (Castanheira de Pêra e Pedrogão Grande, aqui mesmo ao lado, têm-no também), que é a falta de empregos - a mesma razão que fez com que meus pais pegassem nos trapinhos e descessem à grande cidade nos finais dos anos 40 do século passado.
Mais tarde ou mais cedo, tenho a esperança (caramba, os homens não hão-de continuar cegos para o necessário desenvolvimento destas terras e destas gentes) de que a regionalização, ou descentralização, chamem-lhe o que quiserem, será uma realidade e então serão devidamente aproveitadas as potencialidades do interior, com a consequente melhoria da qualidade de vida dos naturais e dos que aqui se radiquem (e, por tabela, também dos que fiquem nas grandes cidades e nos seus subúrbios).

1 Comments:

At 16:22, Blogger segurademim said...

Gosto das Beiras e dos beirões, são robustos... gosto da sugestão é sem dúvida um bom destino para passar um fim-de-semana!!
Beijo :)

 

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