sexta-feira, novembro 25, 2005

A MAIS BELA IDADE DAS NOSSAS VIDAS


EM LOUVOR DOS DIAS
EM BUSCA DO NUNCA ALCANÇADO
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No términus de uma revisitação a que o jornal Público deu por título «Memória - 30 Anos de PREC», o jornalista Adelino Gomes, seu autor, faz como que uma resenha num artigo a que dá o título «Em louvor dos dias em busca do nunca alcançado». Pela sua extensão, citarei apenas dois parágrafos, dizendo que me revejo muito particularmente neles, partícipe que fui desses momentos inolvidáveis.
«[...] Como um choro em terra balanta, homens, mulheres, jovens, operários, camponeses, funcionários públicos, oficiais, soldados, marinheiros, professores, alunos, artistas e jornalistas, engenheiros e carpinteiros, intelectuais, donas de casa saltaram para o espaço público e de cada fábrica, de cada caserna, de cada escola, de cada folha de jornal, de cada episódio de vida fizeram palco de uma peça por eles próprios criada e representada. Mobilizados na mudança de tudo em busca do nunca alcançado: no local de trabalho, no bairro, na família, no amor, na sociedade, no Estado. Misturados na festa da Revolução. Que havia de ser - nem mais, nem menos - única. À portuguesa. Cada dia com mais intensidade, até ao paroxismo do Verão Quente.» [...]
E mais adiante:
«[...] Nós tínhamos 20, 30 anos, naquele tempo. Ao contário do Paul Nizan de Aden Arabie, porém, muitos de nós (entre eles o autor desta revisitação) não deixaremos que alguém diga que aquela não FOI A MAIS BELA IDADE DAS NOSSAS VIDAS. Vivida e profissionalmente cumprida.

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