sexta-feira, novembro 04, 2005

ESTADO SOCIAL

INCOERÊNCIAS DE SOCIAIS-DEMOCRATAS

A propósito de um artigo que Pacheco Pereira assinou na revista Sábado, em que faz a apologia da «inevitabilidade do fim do Estado de Bem-Estar Social», António Viriato publica um post, na sua Alma Lusíada, com o qual concordo e que recomendo vivamente.
Para aguçar o apetite, permito-me transcrever apenas duas partes: «[...] só os liberais são consequentes, em teoria, para contestarem o Estado Social; os sociais-democratas não o devem fazer, por coerência doutrinária [...] coisa que os ditos liberais invariavelmente ignoram ou desprezam, principalmente quando se acham a bom recato dela, auferindo vencimentos irrealistas, exorbitantes, desproporcionados com o saber que possuem, a técnica que exibem, a ética que praticam ou mesmo com a devoção profissional que alegam perseguir.» E mais à frente (aqui não resisto à tentação e vou transcrever o parágrafo na totalidade): «Para um objectivo social destes, vale a pena empenharmo-nos na Política; para manter um Estado mínimo, ineficiente, incompetente, desautorizado, desrespeitado, sem consciência social, não se justifica nenhum empenho político, bastará as coisas seguirem ao critério dos mais fortes, que, a breve trecho, se tornarão cada vez mais fortes, mais ricos e, naturalmente, monopolizadores e abusadores do Poder, que tenderão a encarar como um seu direito natural, a exemplo do Direito Divino de antanho invocado pelos Monarcas Absolutos. Alguns acabaram mal, como sabemos e julgamos desnecessário referir.»
Tiro o chapéu!

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