quinta-feira, outubro 06, 2005

ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS

PARTIDOS PEQUENOS SEM REPRESENTAÇÃO PARLAMENTAR
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Fazendo uma ligeira introdução, quero dizer que sou simpatizante de um pequeno partido que tem representação parlamentar. Não obstante, e até porque me lembro muito bem de sentir a forma como as ideias desse partido - ou, melhor, de um dos partidos que deram origem a este -
não passavam na comunicação social, continuo a sentir uma grande tristeza pela forma como os partidos sem representação parlamentar são tratados pela imprensa em geral.
Se me perguntarem quantos partidos se candidatam em Oeiras, no Porto ou em Lisboa, por exemplo, não sei dizer - eu que me considero uma pessoa minimamente informada - e tenho a certeza de que a grande maioria dos eleitores também não.
A todo o momento nos dizem que vivemos em democracia, mas é óbvio que esta é uma democracia truncada, pois se os pequenos partidos não são tratados em igualdade, não conseguindo, portanto, dar conta das suas ideias, o que pensar desta dita democracia?
Interessante é o facto de alguns partidos, não muito grandes, a todo o momento se queixarem de que a comunicação social não os deixa passar as suas mensagens - e é verdade - mas nunca ouvi uma palavra que fosse da sua parte manifestando o desagrado pelo facto de a democracia não ser exercida em plenitude, pelo menos nas campanhas eleitorais, no que respeita aos pequenos partidos - e uns outros que há relativamente pouco tempo se queixavam do mesmo portam-se de igual forma.
Manifestando este desagrado há uns dias perante um amigo, disse-me o mesmo: «eles que se queixem.» Ri-me, como é óbvio, e retorqui, perguntando: «queixam-se como, se ninguém os ouve?»

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